Como o aumento da Taxa Selic afeta sua vida no dia a dia?

O que é a Taxa Selic
Antes de mais nada, é bom você saber que número é esse. A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve de referência para o mercado financeiro definir outras taxas. É o caso dos juros que você paga em empréstimos e financiamentos, por exemplo.
Quem determina a Selic é o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Esse grupo se reúne a cada 45 dias para decidir se ela irá aumentar, diminuir ou ficar igual.
Para tomar essa decisão, o Copom leva em consideração vários indicadores financeiros, além da situação econômica do país. Essa análise indica se há necessidade ou não de mexer na taxa de juros.
Por que a Selic aumentou
A Selic tem relação direta com a inflação. Isso porque, quando os juros estão muito baixos, o dinheiro circula mais, o que contribui com a inflação. O contrário também acontece: com juros mais altos, o número de empréstimos e financiamentos cai.
Por esse motivo, o governo geralmente aumenta a Taxa Selic para frear a inflação. Foi o que aconteceu na reunião mais recente do Copom. O grupo resolveu elevar em 0,75% a Selic, que estava em 2,75% ao ano.
Mas, além servir para controlar a inflação, a mudança também tem impacto sobre o retorno dos investimentos.
Quando a taxa Selic aumenta
- Os preços dos produtos caem ou ficam estáveis. Isso tem a ver com o controle da inflação.
- Os juros de empréstimos e financiamentos sobem.
- Títulos de investimento que usam essa taxa ou a DI como base ficam mais lucrativos.
Quando a taxa Selic diminui
- É mais barato pedir empréstimo ou fazer um financiamento, já que os bancos tendem a reduzir as taxas de juros.
- Com mais dinheiro circulando, a inflação tende a subir.
- Títulos que usam essa taxa como base ficam menos atrativos.
Queda do dólar
Aumentar os juros também tem o poder de atrair investidores para o país. Economias emergentes, como o Brasil, ficam mais interessantes conforme cresce a relação risco-retorno.
Para investidores domésticos há também um efeito. A maior remuneração dos juros diminui o dinheiro em circulação porque torna mais vantajosa a remuneração de aplicações financeiras.




