
O governo federal está discutindo novas medidas para reduzir as taxas de juros do crédito consignado destinado a trabalhadores com carteira assinada (CLT) e aposentados ou pensionistas do INSS. A iniciativa busca tornar esse tipo de empréstimo mais acessível e aumentar a concorrência entre instituições financeiras.
Entre as principais mudanças em análise pelo governo estão:
Uma das ideias discutidas é estabelecer um limite ou referência para as taxas cobradas pelos bancos no consignado privado (CLT).
Hoje, a taxa média desse tipo de crédito gira em torno de 3,2% ao mês, mas o governo avalia que seria possível reduzir esse custo para menos de 3% ao mês.
A medida busca evitar que algumas instituições financeiras cobrem taxas muito acima da média do mercado.
Outra proposta prevê permitir que trabalhadores utilizem parte do saldo do FGTS como garantia para o crédito consignado.
A ideia discutida é permitir o uso de:
Com essa garantia adicional, o risco para os bancos diminui, o que pode ajudar a reduzir os juros oferecidos aos trabalhadores.
Para aposentados e pensionistas, o governo avalia criar um sistema de ofertas entre bancos dentro do aplicativo Meu INSS.
Nesse modelo, as instituições financeiras apresentariam propostas diretamente na plataforma, permitindo que o beneficiário compare taxas e escolha a mais baixa.
O objetivo é aumentar a concorrência entre os bancos e reduzir o custo final do empréstimo.
O crédito consignado tem crescido rapidamente no país. Dados recentes indicam que o saldo dessa modalidade para trabalhadores do setor privado já ultrapassa R$ 110 bilhões, beneficiando milhões de pessoas que utilizam o desconto direto na folha de pagamento como forma de garantia para obter crédito com juros menores.
Mesmo com esse crescimento, o governo considera que ainda há espaço para reduzir os custos e tornar o crédito mais acessível.
As medidas ainda estão em fase de discussão dentro do governo e podem passar por ajustes antes de serem implementadas.
Se aprovadas, as mudanças podem resultar em:
Especialistas avaliam que essas iniciativas podem tornar o consignado uma alternativa ainda mais competitiva em relação a outras linhas de crédito com juros mais altos.
